Design, Inspiration & Rock 'n' Roll - design e inspiração para português ver

07/03/12

07/03/12
Pére (pai) é o nome da empresa para a qual Craig Pinto http://www.craigpintodesign.com/ , um designer luso-descendente, elaborou este projecto de packaging design. O nome surgiu a partir da lembrança de uma experiência de infância, em que o pai do cliente lhe fez um sumo natural de pêra quando ele havia tido uma grave febre. Aparentemente, o sumo de pêra natural, pelo seu efeito refrescante, é excelente no alívio de febre e foi com base nessa premissa que a empresa nasce de modo a oferecer ao mundo um produto 100% natural.

O símbolo na assinatura de marca remete para o processo de preparação e conversão do produto, simbolizando o cortar da fruta e mantém a casca porque esta é usada no fabrico do sumo.

Foi com base numa ligação ao símbolo gráfico que a embalagem foi desenhada, mantendo a forma orgânica da pêra de modo destacar também através do packaging a raiz 100% natural do produto.

01/03/12

01/03/12
A clareza e leveza de uma composição minimalista são autênticas forças de atracção no que toca a comunicar. O designer húngaro Zsombor Kiss é um fantástico praticante desta técnica.

No redesign da marca KUTASY, uma antiga empresa de produção vinícola, Zsombor criou um projecto sólido de transição do símbolo antigo da marca para uma estilização mais minimal, mais flexível também do ponto de vista de aplicações, ao transformá-lo em 6 simples pontos para representar, quiçá numa dicotomia de significado, um cacho de uvas e/ou a disposição de garrafas numa garrafeira.

Contudo, o símbolo deixa de ser o elemento central de representação da marca para dar esse lugar ao logótipo, em maiúsculas, que, pela tal simplicidade formal alcançada, pode encaixar de forma elegante, e com diferentes posicionamentos, nos rótulos do produto.

Deixo-vos o link para o portfólio do Zsombor.

29/02/12

29/02/12
De tempos a tempos, sem grande “parlapier” vou partilhando projectos inspiradores que na busca diária por criatividade, no meio deste caos de informação a 1000 à hora, acabo por encontrar.

Aqui fica já um, desenvolvido pelo Matias Klingsholm - um projecto integrado para a identidade corporativa da Deichman Library, a primeira e maior biblioteca pública de Oslo, na Noruega, que terá reabertura com novos serviços e como um ponto de encontro multicultural para turistas e locais.

Encontram mais pormenores aqui.

27/02/12

27/02/12
Dizem por aí que a existência das tradicionais assinaturas de marca está ameaçada... Uuuuuuuuuuuuuu! Medo! Dizem que tal se deve, aparentemente, às malvadas assinaturas de marca dinâmicas. Já não são uma novidade, mas ainda geram alguma controvérsia na designlândia.

O que são? Imaginem uma assinatura de marca à qual estão acostumados - um logótipo, um símbolo, ambos com a sua paleta de cores, e, eventualmente um slogan a aconchegá-los. Tudo isto disposto em 2D. Agora imaginem que cada elemento inicia uma rotação em simultâneo e que se começa a perceber que cada um se encontra num diferente plano, em 3D. Ou que de repente um pedaço do símbolo explode para dar lugar a 3 peças de puzzle, de diferentes cores - cada uma representando uma sub-marca da marca mãe. Ou que de repente o símbolo se vai moldando entre 5 diferentes formas, and so on, and so on... É basicamente isso, a capacidade de uma assinatura de marca se moldar dando lugar, dentro do seu universo de coerência gráfica, a uma outra forma, uma outra aparência, mas sem nunca perder a sua essência de valores, assumindo essa metamorfose como um valor.

O surgimento das assinaturas de marca dinâmicas está relacionada com as inúmeras plataformas existentes, com a diversidade de contextos e, sobretudo, com a necessidade de comunicar uma marca adaptável nestes tempos alucinantes em que vivemos, de fazer chegar nesta fase digital de vivência novos impulsos a uma audiência cada vez mais sedenta de experiências originais e sempre diferentes.

Contudo, não me parece que seja o fim das assinaturas tradicionais porque até a mais dinâmica e transformista assinatura precisa de se desmultiplicar em diferentes suportes e ter em conta os diferentes custos dessas suas aplicações - e é aí que a tradicional assinatura permanece viva, como complemento. E porque a vertente estática até encaixa bem neste mundo frenético em que estamos, nem que seja para nos ensinar a contemplar pacientemente as pequenas subjectividades que o designer nos deixou ali e que só poderão ser lidas de forma calma e mais atenta.

Para os mais curiosos acerca do tema,partilho convosco alguns exemplos de marcas dinâmicas.

22/02/12

22/02/12
Sim, que raio significa mais esta "inglesice"? Li à dias um artigo sobre o facto deste palavrão, de à uns tempos para cá, ser chapado em tudo o que é sítio e se ter tornado uma buzzword (ups, bolas, mais uma tirada em inglês) no meio “marketeiro”.

Bem, segundo consta Branding também pode ser apelidado de Gestão de Marcas e é nada mais nada menos que a designação dado ao longo e paciente caminho que leva ao fortalecimento de uma marca, desde a sua construção, passando pela sua gestão - externa e internamente à própria empresa - e pelo relacionamento com a sua audiência.

Indo ao concreto, o Branding engloba características físicas e vocais (ou tangíveis), como o seu nome/naming (inclusivamente a sua fonética), assinatura de marca (símbolo e logótipo), slogan ou clame e toda a componente gráfica da identidade visual de uma marca, mas também características mais metafísicas (intangíveis), sobretudo quando falamos do relacionamento da marca com a sua audiência, seja no contacto directo de um colaborador da empresa com um cliente ou consumidor, seja na associação propositada de determinada marca a um estilo de vida ou evento (sobretudo numa procura de posicionamento junto de um determinado público).

O propósito desta disciplina empresarial tem assim como objectivo fazer subir a equidade de marca (ou brand equity - lá está outra “inglesice”), trazendo e gerindo a sua notoriedade, de forma a aumentar o valor global de uma empresa, serviço ou produto.

Está explicado o que é, resta averiguar quem faz... Segundo a Wikipédia quem trabalha esta disciplina é “uma pessoa especializada em publicidade, design de comunicação ou então” “profissionais e agências especializados em relações públicas, marketing, administração, semiótica, design gráfico e arquitetura”, mas pergunto-me se quem escreveu o artigo não se esqueceu de incluir outros dois elementos fundamentais nesta equação (talvez pelo hábito de remeter esta temática apenas para as grande empresas e eu adorar as PME's) - o empresário, quem contrata os especialistas das várias áreas, mas que também deve ter uma palavra a meu ver, e o cliente/consumidor final, que será quem, no fim de contas irá moldar a existência de uma marca, pelos seus desejos, pela sua aproximação em torno deste ou daquele valor que poderá servir de lanterna ao posicionamento da marca.
"Graphic design will save the world, right after rock and roll does."