Março 2012 - Design, Inspiration & Rock 'n' Roll

29/03/12

29/03/12
Ricardo e Ruben com a minha turma no IADE
O Ricardo nasceu a 76 em Lisboa e estudou Design Gráfico no IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing) tendo mais tarde tirado um Mestrado em Tipografia Avançada no EINA (Escola de Disseny i Art) em Barcelona - curiosidade do camandro, fui dar com uma foto dele no Typeforyou.org em frente à minha turma no IADE, mas sou sincero, já lá vão uns anitos e não me lembro do que por ali se andava a congeminar :)

Desde cedo se apaixonou por tipografia e teve a sua primeira oportunidade a "sério" de desenhar uma fonte em 1997 no estúdio T-Raso, criando a elegante "Lisboa" (tipografia exposta em Nova Yorque, na TYPECON2005, e na ATYPI LISBON 2006). A partir daí nunca mais parou de desenhar as suas fontes acabando, em 2000, por abrir a Vanarchiv, a sua própria type foundry, enquanto dava workshops de tipografia no IADE com o Ruben Dias.

Entretanto tornou-se freelancer (criando tipografias para a Sonae e para o Pingo Doce) e mudou a trouxa para a ESAD.CR, nas Caldas da Rainha, onde dá aulas.

O Ricardo assume como fortes influências a Bauhaus e o construtivismo russo - algo que se vê e se sente nas tipografias Van Condensed e Focus, que reflectem o seu apego à geometria e ao funcionalismo - mas foi também dentro de portas que foi buscar um forte estímulo criativo ao conhecer outro designer tipográfico português, dono de um trabalho e trajecto impressionantes, chamado Mário Feliciano (esse grande "Senhor"). Até porque, anos mais tarde, o Mário viria a ser seu professor, o que lhe permitiu uma extraordinária partilha de ideias.

O Ricardo faz parte de um conjunto de nomes essenciais no panorama do design tipográfico português, de onde se destacam o Mário Feliciano (felicianotypefoundry.com) e o Dino Santos (dstype.com), dois expoentes máximos da nossa tipografia.

É bom saber que temos gente por cá a dar cartas lá fora mas é fundamental sempre darmos a devida atenção cá dentro. Andamos por cá e estamos ao mais alto nível na qualidade. A aldeia é global mas os tugas têm de se dar conta disso e não dar valor ou criar referências apenas no que há lá fora.

Partilho convosco, como sempre, alguns dos trabalhos do Ricardo.

28/03/12

28/03/12
A empresa Vapur, sediada na Califórnia, desenvolveu uma curiosa solução para trazermos connosco uma água (embora também seja bastante viável para os que acham que a água faz rãs na barriga) - uma garrafa reutilizável que se dobra e se pode trazer no bolso ou na mala.

Esta garrafa visa combater a utilização de garrafas descartáveis que, embora recicláveis, deixam mesmo assim uma pegada, com o volume que ocupam e com a energia gasta na sua transformação.

Podem visitar aqui o site para conhecer as várias garrafas existentes.

27/03/12

27/03/12
Durante a semana nacional do preservativo (wtf!?!?) uma organização americana de cuidados de saúde sexuais levou a cabo uma campanha em que distribuiu 55 mil preservativos por uma série de escolas e outros locais.

Até aqui, nada de novo, a novidade é que cada um destes preservativos tem um QR code para que os utilizadores utilizem o telemóvel para fazer um check-in no site www.wheredidyouwearit.com depois de praticarem sexo seguro.

E como estes amigos pensaram bem no que pode acontecer num momento escaldante, mesmo que se perca (tipo, ir tudo p'lo ar) ou se rasgue (compreensivelmente) a embalagem pode-se sempre fazer o check-in introduzindo (caaaalma aí mentes perversas...) o nome e género, podendo ainda ser dada a nota de 1 a 5 à práctica do amor tida.

Desde o seu arranque no início deste mês já foram registados mais de 4500 check-ins no site que podem ser localizados num mapa. Sim, num mapa, mas no qual não se pode fazer zoom-in nas localizações exactas (lá devem ter pensado que ainda podia a coisa dar pró torto...) embora permita filtrar por sexo, idade e local - a avaliar pelo mapa actual parece que em Seatle anda a fazer muito calor.

O esquisito é que foram registadas 65000 visitas, o que me leva a crer que há mais gente a falar do que a fazê-lo!

A pergunta que se impõe é: há algum prémio para o campeão regional? Lol.

22/03/12

22/03/12

Isto de gerir uma empresa quando se nasceu como criativo é um tema que a mim me toca em particular pela adaptação em que ainda me encontro, quer em termos de gestão financeira, quer em gestão criativa, sobretudo porque o tempo que a primeira consome é enorme e porque o que a segunda precisa é fundamental.

Ontem dei um pulo à Faculdade de Economia da Nova, em Lisboa, para assistir à “Agenda Speedmeeting - Empreendedores” na qual estiveram presentes dois painéis de - adivinhem lá - empreendedores, pois claro, para apresentar os seus projectos e falar um pouco das aventuras tidas em torno deles.

Como nestas coisas é apanágio haver individualidades especiais convidadas, marcaram comparência também o Sr. Vitor Nunes do banco Banif e o Sr. Secretário de Estado do Empreendedorismo Carlos Nuno Oliveira. Se o primeiro serviu para debitar uma série de números e rácios a justificar porque o sistema bancário, coitadito, não pode emprestar dinheiro às empresas mas que é óptimo sermos empreendedores (sem pilim emprestado, claro) o segundo, perdoem-me mas para evitar chamar para aqui outros nomes, resta-me apenas dizer que chegou 40min atrasado, mandou uns bitaites de politiquice bacoca onde, diz ele, apresentou umas quantas medidas que o Governo está a criar para apoiar o empreendedorismo (esquecendo-se que não explicou absolutamente nada em concreto) e logo após dicertar pôs-se na alheta, naquilo a que chamo um total desrespeito pelas pessoas presentes, mas sobretudo, pelo painel de empreendedores que foram ali partilhar a sua experiência. É o fingimento habitual de quem sai do Olimpo para vir fingir que vive no mundo real - é que é bonito dizer que toda a gente deve ser empreendedor e criar o seu negócio mas depois continua-se a sufucá-lo com um nível altíssimo de impostos e completo desinvestimento na Economia real, não falando ainda de “obrigar” os senhores dos bancos a emprestar algum do dinheiro que os contribuintes tão bem lhes confiaram tão recentemente. Pá, eu sei que é complicado depois de ter o pilim na mão voltar a devolvê-lo, mas vá lá, façam lá o esforço ;)

Mas vamos ao que interessa - as experiências de empreendedorismo ali trazidas pelo João Miguel Tavares da Timeout, do Bruno Rosa do Janela Urbana, do Pedro Eleutério d’Os Burgueses e do João Mendes da Go Car Tours, no primeiro painel, e pela Joana Moura da Cooking Lab, João Tiago Carapau da Go to Market, Bernardo Motta da ObservIT, Paulo Canas da Surf.Art e André Marquet da Beta-I, no segundo painel, ao qual, infelizmente por compromissos, já não pude presenciar.

O João Miguel Tavares, que estranhamente até nem gaguejou tanto como eu esperava, de o ouvir no Governo Sombra, explicou o percurso da revista Timeout, desde o seu nascimento (quando estava refastelado no assento que tinha no seu antigo jornal e o seu colega o convenceu a criar uma Timeout tuga) até ao presente, com a diversidade e fiabilidade que a publicação agora oferece aos leitores. A Timeout, sendo uma revista de nicho e com um target bem definido voltado para as tendências e críticas urbanas, tornou-se uma publicação de referência mas que soube com isso lidar de forma elegante, mantendo a sua “personalidade” que o João descreveu, e que passa por esse tal equilíbrio entre o poder de uma crítica séria e o humor e jovialidade da sua edição.

Ponto marcante foi, sem dúvida, sentir-se logo a partir daqui um completo contraste com o lado mais burocrático das primeiras intervenções, algo que, com a clara mistura entre o “à vontade”, o humor e inteligência, torna o contacto despretensioso, e por isso mesmo cativante, pois significa estar ao mesmo nível que a sua plateia, ser alguém do mundo real, próximo dela.

O segundo empreendedor foi o Bruno Rosa, o criativo que muitos de nós conhecemos pelo seu portal, e que apresentou esse seu projecto que, inicialmente chamado Esfera, se viria, passados 3 anos, a chamar Janela Urbana, ganhando uma nova amplitude e vindo-se a tornar o projecto de vida que em troca de muito esforço o compensa com o seu crescimento pessoal e a felicidade que este “bébé” lhe proporciona. O Janela Urbana é para mim o portal online de referência sobre cultura urbana, moda e design, e a conquista desse estatuto vem com a estabilização, que o Bruno tão bem apontou, de uma audiência mais focada, pois também aqui a questão do nicho assume a sua relevância, é um facto, mas esse “agarrar” deve-se sobretudo à excelente estruturação editorial dos vários conteúdos, fugindo à lógica mais “libertina” de blog e aproximação à necessária “circunscrição” por bloco informativo - é, contudo, uma estruturação que permite ao utilizador que se revê apenas num tema chegar até ele de forma directa, e privilegiar simultaneamente uma leitura transversal dos vários conteúdos. É um projecto que levou o Bruno nessa evolução pessoal a abraçar a gestão criativa, editorial e financeira e que o tem levado ao encontro do enorme número de leitores que o seguem diariamente e que o “empurram” para novas formas de comunicação como o Anuário do Janela Urbana, ainda na forja, e que é uma excelente forma de comemorar os 10 anos do projecto.

Pedro Eleutério trouxe-nos, de forma mais exposta, a dicotomia “criativo” vs “gestor” e tornou-me um completo fã d’Os Burgueses e do conceito intervenção e criatividade que suporta o projecto. O Pedro apresentou em jeito de “timeline” do Facebook as várias etapas que este projecto foi tendo desde a sua nascença (ainda com poucos “likes”) até chegarem às grandes conquistas que no presente fazem dele e da sua parceira de projecto, Mia Lourenço, dois criativos/gestores de sucesso, até porque, “se o gestor não for criativo, não há grande coisa a fazer”. Os Burgueses foram criando, com muita “carolice”, o seu estatuto da forma mais simples do mundo - trabalhar, agir, procurar e não ter medo de ouvir um “não”, até porque ele está garantido à partida. O seu sucesso é a garantia de que a coragem perante a adversidade compensa e que, de facto, a teoria do Austin Kleon de que a “criação é subtracção” faz todo o sentido. Para minha tristeza, é também sinónimo de que, em Portugal, é sempre preciso teres sucesso lá fora para te reconhecerem posteriormente cá dentro - é errado, não faz qualquer sentido e já é altura de olharmos para tudo o que temos de bom cá dentro sem olhares mesquinhos ou com inferioridade na mona.

Seguiu-se o último orador do primeiro painel, o João Mendes, e, João, tirava-te o meu chapéu (se o tivesse) pelo “à vontade” (de quem estava a falar em casa, é certo) e pela coragem demostrada pelas sucessivas tiradas contra a indelicadeza demonstrada pelo Secretário de Estado e contra o que a banca nos anda a fazer, fazendo tirar do “senhor Banif” presente alguns sorrisos amarelos, lol. O João alargou a sua apresentação além da Go Car Tours, explicando que no seu percurso como empresário já havia falhado com duas anteriores tentativas de montar negócio e que, inclusive a Go Car Tours, teve ali um período trémulo, mas que acabariam por ser experiências positivas no sentido de lhe terem conferido o “calo” e o discernimento necessários para contornar adversidades - tanto que, daqui resulta um percurso que termina com ele na gestão internacional do franchising, ou seja, “os tugas a mandar bitaites”. Quando nasceu, não foram dadas à Go Car Tours grandes perspectivas de sucesso, mas o João apontou a “carolice” e o “amor” ao projecto (palavra usada pelo Pedro Eleutério para descrever a relação a’Os Burgueses) como as forças motrizes que impulsionaram a empresa à conquista dos prémios já obtidos e que, segundo ele, levarão a Go Car Tours a “fazer história e dentro de 5 anos vir a ser a melhor empresa de animação turística em Portugal”.

Foi uma daquelas noites em que vale a pena sair do atelier e levar uma injecção de coragem por esta gente que não aceita um, dois, cinquenta e cinco “nãos” como resposta, e sem dúvida, por experiências nas quais me revi completamente pela dualidade em que me vou também dividindo presentemente - o criativo que também tem de ser gestor e vice-versa - mas sobretudo, por malta que abraça com tal carinho o seu projecto ao ponto de lhe chamar amor, ao ponto de trabalhar nele 24 horas do seu dia e entregar-lhe a sua vida esperando ver em troca o seu filhote a crescer e a dar pinotes pelo mundo.

17/03/12

17/03/12
Foto Março Jovem Seixal 2012
Ontem teve lugar a segunda noite Antena 3 no Março Jovem Seixal 2012, que contou com a presença dos Ladrões do Tempo, naquele que foi o seu segundo concerto ao vivo desde a criação da banda, e com os Tiguana Bibles, que se despediram ontem com o último concerto da banda.

Deixem-me começar por dizer que foi desesperante olhar para aquela sala vazia e imaginar onde é que um gajo em palco poderia ir buscar forças para ter algum ânimo e continuar a tocar. Os Ladrões e os Tiguana não mereciam tal coisa - quanto aos Ladrões, o Nuno Calado fez a proposta “honesta” ao Zé Pedro para eles virem tocar apesar do budget curto, ao que o Zé foi um porreiro e veio com a sua malta; e os Tiguana, enfim, seria o seu último concerto, e era de pedir mais... Mas enfim, vida de artista tem também, e infelizmente, destas coisas.

A banda do Zé Pedro, do Samuel Palitos, do Paulo Franco, do Tó Trips e do Pedro Gonçalves abriu a noite com rocalhada da grossa apesar do ambiente de cortar à faca na plateia - e meus amigos, bem ajam pela bela atitude punk que têm para partilhar. Apesar do curto concerto com 6 músicas, e um encore em que (como se diz na rádio Fazuma e o Paulo nos relembrou “quando a música é fina, rebobina”) se “rebobinou” e tocou pela segunda vez o single “Mora na Filosofia”.

Os Tiguana Bibles, após o malfadado problema técnico na abertura das cortinas que atrasou a sua entrada, deram um show de se lhe tirar o chapéu e foram, para mim pessoalmente, uma surpresa enorme, uma vez que era pouco o que conhecia do seu trabalho e esse pouco, espicaçado pelas boas recomendações que o Calado deu.

A banda de Coimbra, com a Tracy Vandal na voz (e que voz e que presença), Victor Torpedo, Carlos Mendes, Pedro Serra e Augusto Cardoso, deu o concerto da noite e aqueceu quem por aquela sala mantinha o rabinho sentado na cadeira fria do vazio das restantes.

A Tracy Vandal, com o seu engraçado sotaque escocês e dona de uma presença em palco digna de uma enorme leoa, atestou o que é ser uma vocalista rock enquanto ela própria ia atestando em palco o que restava da garrafa de Johny Walker que a vi levar consigo para os bastidores - tudo em honra do falecido colega Paul Hofner.

Adorei mas é triste e é estranho que justamente a noite em que os vi pela primeira vez ao vivo é precisamente a última noite em que eles actuariam.

Da parte que me toca, aqui fica o meu especial agradecimento ao Nuno Calado por me ter dado a conhecer (mais uma vez) uma grande banda, embora tema já não ir muito a tempo de os conhecer melhor.

Aproveito ainda para partilhar o link para o blog do Frank Marques que esmiuçou de forma excelente a noite de ontem e deixo-vos o video-clip da música “Surrender”, a última tocada ontem pelos Tiguana, antes do pequeno encore que a sucedeu.

14/03/12

14/03/12
As estimativas actuais apontam para uma alteração na forma como os utilizadores acedem à net - dentro de 2 anos, as estatísticas indicam que os utilizadores que acedem via mobile ultrapassarão os utilizadores que acedem via desktop. Esta realidade deriva das evoluções tecnológicas que, sobretudo nos últimos anos, se deram a nível das comunicações e dos equipamentos móveis - para isso muito contribuiu o surgimento dos smartphones (sobretudo o iPhone), dos tablets (novamente com a dianteira tomada pela Apple) e do aumento das velocidades de navegação com o 3G e agora o 4G.

Com uma sociedade cada vez mais móvel, no seu quotidiano, é perfeitamente normal esta alteração de hábitos no que diz respeito consumo de internet. Isto significa que, se até aqui o foco dos designers e developers era a uniformização de um website ou web app entre 3 ou 4 browsers (contando com o cancerígeno IE) e uma ou duas resoluções de ecrã, agora têm à sua frente um vasto conjunto de equipamentos e plataformas onde o seu projecto tem de estar correctamente visível e inclusive adaptar-se.

O mobile é a nova tendência e veio, por isso mesmo, para ficar e criar um website fluído, que se adapta aos vários ecrãs e sistemas não é uma moda, mas antes a forma de chegar a uma maior audiência e uma forma de alavancar um maior diálogo com os utilizadores. É face a esta mudança que surge uma recente disciplina chamada "responsive web design" - um design que responde ao perfil/equipamento/browser/plataforma a partir do qual está a ser acedido.

O nome surge a partir do título de um artigo escrito por Ethan Marcotte para o "A List Apart" em Maio de 2010, o qual ele inicia com uma citação de John Allsopp em “A Dao of Web Design” que aponta logo para o desafio que nos aguarda:
"O controlo a que os designers estão habituados no suporte impresso, e que muitas vezes ambicionam no meio web, é simplesmente uma função da limitação da página impressa. Devemos abraçar o facto da web não ter as mesmas restrições, e desenhar para esta flexibilidade. Mas antes, devemos 'aceitar o fluxo e refluxo das coisas'."

O Ethan foi buscar o termo "responsive" a uma disciplina emergente em arquitectura chamada "responsive architecture" que consiste na procura de uma resposta dos espaços físicos à presença humana que os atravessa através de uma combinação entre robótica e materiais inteligentes, e era practicada em instalações artísticas com paredes que se dobravam à medida que alguém passava.

Este factor de adaptabilidade foi facilmente transportado pelo Ethan para o universo web e tornou-se hoje uma das principais estratégias de implementação web, pela relevância que ocupa face aos novos rituais de utilização da internet.

Conto debruçar-me novamente neste tema em breve, com alguns exemplos.

12/03/12

12/03/12
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Barcelos: City Branding
Geometric Wonders
Backseat Love Songs (proposta para álbum dos MAU)
Brandeiras
Kravo type
Kravo type
Caravela type
Caravela type
Caravela type
'É como eu digo...'
'É como eu digo...'
'É como eu digo...'
'É como eu digo...'
Já lá vão uns diazitos de assoberbada dormência causada por uma avalanche de trabalho, mas aqui estamos de volta... a dar no duro... sempre a rock ‘n’ rollar.

Adoro o mundo das marcas e como estou um bocado farto de ouvir, de tempos a tempos, falar delas mas não dos “carolas” por detrás do seu nascimento, acho que é importante ir, sempre que possível e mo permitam (e já agora, que o partilhem aqui com o je, estão à vontade) “postar” aqui no blog a malta da casa - leia-se designers de língua portuguesa.

Apresento-vos o colega Rafael Serra, um designer gráfico de Barcelos com uma capacidade de síntese formal e uma vontade de se atirar ao lettering do “arco da velha”.

Seleccionei 8 trabalhos que revelam a tal capacidade de síntese e/ou uma linguagem gráfica revestida muitas vezes de uma crítica social e sarcástica, sempre envoltas numa ligação às nossas raízes tugas.

Aqui ficam então, por temática:

Síntese
- Barcelos: City Branding;
- Geometric Wonders;
- Backseat Love Songs (proposta para álbum dos MAU);
- Brandeiras.

Tipografia
- Kravo;
- Caravela.

Crítica social / Humor / Sarcasmo
- "É como eu digo".

08/03/12

08/03/12
O croata Zoran Sunjic um conceito bastante simples mas daqueles que pode fazer toda a diferença - daqueles que nos fazem pensar “mas porque raio nunca me passou isto pela cabeça” - um corrimão que é, ele próprio, uma luminária. Afinal de contas, quem nunca teve de percorrer uma escadaria às escuras?

É um projecto já com alguns anos, mas com o qual me deparei apenas à dias. Foi pensado ainda durante a faculdade e o Zoran nunca o levou ao nível de produção e colocação no mercado devido à impossibilidade tecnológica de o produzir mas espero que o consiga um dia, até porque a evolução na área dos nanomateriais tem estado ao rubro e pode certamente contribuir para a criação de um material durável, que possibilite ambas as funções - de suporte para a utilização das escadas e de iluminar o espaço sem dissipar calor que possa queimar as mãos de quem o utiliza.
O designer Santos Henarejos, sediado em Nova Iorque, desenhou a Makeshift, uma magazine trimestral dedicada à criatividade em locais à partida inesperados.

Desde as favelas do Rio de Janeiro aos becos de Deli, esta publicação coloca em destaque zonas de escassos recursos onde o instinto de sobrevivência aguça o engenho criativo e a expressão pessoal dos seus habitantes através da alteração dos seus espaços, objectos e mesmo vivências.

Podem saber mais sobre a Makeshift em:
mkshft.org
twitter.com/mkshftmag
facebook.com/mkshftmag
"Graphic design will save the world, right after rock and roll does."