Fevereiro 2012 - Design, Inspiration & Rock 'n' Roll

29/02/12

29/02/12
De tempos a tempos, sem grande “parlapier” vou partilhando projectos inspiradores que na busca diária por criatividade, no meio deste caos de informação a 1000 à hora, acabo por encontrar.

Aqui fica já um, desenvolvido pelo Matias Klingsholm - um projecto integrado para a identidade corporativa da Deichman Library, a primeira e maior biblioteca pública de Oslo, na Noruega, que terá reabertura com novos serviços e como um ponto de encontro multicultural para turistas e locais.

Encontram mais pormenores aqui.
Que Deus, vosso Senhor, salve a rainha! Fomos (nós humanos) hoje informados que o único album de estúdio dos Pistols - "Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols" - vai ser reeditado, acrescentados alguns extras (ainda não definidos), metido em nova caixa e chegar-nos às mãos mesmo a tempo de comemorarmos os 35 anos da banda.

Este foi, em 1977, o disco de estreia dos Sex Pistols, polémico pelas letras e pela palavra 'Bollocks' (cuja a tradução não posso aqui fazer por haverem menores mais incautos por perto) escarrapachada na capa, e é ainda hoje, pelo menos para mim, O álbum representativo do Punk, com malhas como "Anarchy in the U.K.", "God Save the Queen", "Holidays in the Sun", "Pretty Vacant" e "Bodies".

É daqueles discos que trago comigo no bolso - daqueles que servem para nos guiar em direcção à luz (mesmo que vermelha e numa ruela meio manhosa), daqueles que me lembram o quanto é bom ser-se original neste mundo cada vez mais formatado.

28/02/12

28/02/12


Para todos os fanáticos dos Arctic Monkeys, como o je, e para todos os que não forem aqui fica a novidade: nova música com direito a novo video. A música encontram-na já à venda no iTunes.

O que é que este lançamento quer dizer - se novo disco pra breve e este é o primeiro single? Ninguém sabe. Mas curtamos este som que a seu tempo Alex Turner e os seus rapazes encarregar-se-ão de nos fazer chegar o resto.

27/02/12

27/02/12
Dizem por aí que a existência das tradicionais assinaturas de marca está ameaçada... Uuuuuuuuuuuuuu! Medo! Dizem que tal se deve, aparentemente, às malvadas assinaturas de marca dinâmicas. Já não são uma novidade, mas ainda geram alguma controvérsia na designlândia.

O que são? Imaginem uma assinatura de marca à qual estão acostumados - um logótipo, um símbolo, ambos com a sua paleta de cores, e, eventualmente um slogan a aconchegá-los. Tudo isto disposto em 2D. Agora imaginem que cada elemento inicia uma rotação em simultâneo e que se começa a perceber que cada um se encontra num diferente plano, em 3D. Ou que de repente um pedaço do símbolo explode para dar lugar a 3 peças de puzzle, de diferentes cores - cada uma representando uma sub-marca da marca mãe. Ou que de repente o símbolo se vai moldando entre 5 diferentes formas, and so on, and so on... É basicamente isso, a capacidade de uma assinatura de marca se moldar dando lugar, dentro do seu universo de coerência gráfica, a uma outra forma, uma outra aparência, mas sem nunca perder a sua essência de valores, assumindo essa metamorfose como um valor.

O surgimento das assinaturas de marca dinâmicas está relacionada com as inúmeras plataformas existentes, com a diversidade de contextos e, sobretudo, com a necessidade de comunicar uma marca adaptável nestes tempos alucinantes em que vivemos, de fazer chegar nesta fase digital de vivência novos impulsos a uma audiência cada vez mais sedenta de experiências originais e sempre diferentes.

Contudo, não me parece que seja o fim das assinaturas tradicionais porque até a mais dinâmica e transformista assinatura precisa de se desmultiplicar em diferentes suportes e ter em conta os diferentes custos dessas suas aplicações - e é aí que a tradicional assinatura permanece viva, como complemento. E porque a vertente estática até encaixa bem neste mundo frenético em que estamos, nem que seja para nos ensinar a contemplar pacientemente as pequenas subjectividades que o designer nos deixou ali e que só poderão ser lidas de forma calma e mais atenta.

Para os mais curiosos acerca do tema,partilho convosco alguns exemplos de marcas dinâmicas.

23/02/12

23/02/12

À três dias atrás comemorámos aquele que seria o 45º aniversário de um personagem que se tornou história da própria música. Hoje, passados 25 anos após o seu falecimento, comemoramos o património histórico musical e político português - o nosso Zeca Afonso. O compositor e intérprete que editou em 71 o "Cantigas do Maio" donde saíria a segunda senha de sinalização da Revolução escolhida pelo MFA.

Aqui fica a minha homenagem ao poeta e ao homem justo, dono de uma sensibilidade apenas igualada pela sua genialidade e amplitude musical.

Ao nosso património musical, cultural e político, que foi o Zeca.

22/02/12

22/02/12
Sim, que raio significa mais esta "inglesice"? Li à dias um artigo sobre o facto deste palavrão, de à uns tempos para cá, ser chapado em tudo o que é sítio e se ter tornado uma buzzword (ups, bolas, mais uma tirada em inglês) no meio “marketeiro”.

Bem, segundo consta Branding também pode ser apelidado de Gestão de Marcas e é nada mais nada menos que a designação dado ao longo e paciente caminho que leva ao fortalecimento de uma marca, desde a sua construção, passando pela sua gestão - externa e internamente à própria empresa - e pelo relacionamento com a sua audiência.

Indo ao concreto, o Branding engloba características físicas e vocais (ou tangíveis), como o seu nome/naming (inclusivamente a sua fonética), assinatura de marca (símbolo e logótipo), slogan ou clame e toda a componente gráfica da identidade visual de uma marca, mas também características mais metafísicas (intangíveis), sobretudo quando falamos do relacionamento da marca com a sua audiência, seja no contacto directo de um colaborador da empresa com um cliente ou consumidor, seja na associação propositada de determinada marca a um estilo de vida ou evento (sobretudo numa procura de posicionamento junto de um determinado público).

O propósito desta disciplina empresarial tem assim como objectivo fazer subir a equidade de marca (ou brand equity - lá está outra “inglesice”), trazendo e gerindo a sua notoriedade, de forma a aumentar o valor global de uma empresa, serviço ou produto.

Está explicado o que é, resta averiguar quem faz... Segundo a Wikipédia quem trabalha esta disciplina é “uma pessoa especializada em publicidade, design de comunicação ou então” “profissionais e agências especializados em relações públicas, marketing, administração, semiótica, design gráfico e arquitetura”, mas pergunto-me se quem escreveu o artigo não se esqueceu de incluir outros dois elementos fundamentais nesta equação (talvez pelo hábito de remeter esta temática apenas para as grande empresas e eu adorar as PME's) - o empresário, quem contrata os especialistas das várias áreas, mas que também deve ter uma palavra a meu ver, e o cliente/consumidor final, que será quem, no fim de contas irá moldar a existência de uma marca, pelos seus desejos, pela sua aproximação em torno deste ou daquele valor que poderá servir de lanterna ao posicionamento da marca.

20/02/12

20/02/12
Se no dia (pelo que o médico legista indicou) 5 de Abril de 1994 o Kurt não tivesse "desaparecido", estaria hoje a comemorar o seu 45º aniversário. Se não fosse isso ou se entretanto a sua espiral depressiva não o tivesse empurrado para uma overdose, ou se outros factores não tivessem proporcionado a sua "saída de cena"... (sim, se calhar pertenço ao grupo de pessoas que acha a sua morte muito mal contada)

Lembro-me desse dia, tal como muitos dos então adolescentes que entoavam a "Smells like teen spirit" como o seu hino - o hino da sua geração, e como em introspecção me perguntava como era possível sentir-me tão miserável com a morte de alguém que, ok, era um dos meus artistas de eleição, mas não um parente ou amigo. E lembro-me também de me sentir mal por me ter passado pela cabeça a ideia de que às vezes não é mesmo possível salvar alguém de si próprio até ter ouvido depois o Dave Grohl afirmar em viva voz o mesmo, apaziguando-me o espírito e fazendo-me concluir que, de facto era a pura da verdade, e no fundo, seria esse mesmo sentimento, quiçá meio egocêntrico, que nos faz ou despertar para a vida ou sucumbir ao nosso próprio desespero.

A sua morte foi, no fundo, uma morte dupla - a do Kurt e a dos Nirvana, que a partir desse momento terminaram, deixando uma marca na história da música e marcando uma linha de charneira relativa ao movimento Grunge.

19/02/12

19/02/12
Deixo-vos já com a primeira dica de música: Hanni El Khatib.

Descendente de pai palestiniano e mãe filipina, um rocker do camandro, e não é que também é colega!? Designer numa empresa de comercialização de skates.

Podem ler um excelente artigo sobre ele no Ípsilon (abençoado sejas Gonçalo Frota pela escrita à "la rock 'n roll").

AVISO: Este rock não é pra meninos! Crianças, desliguem o aparelho ou olhem pró lado.
Primeiro post... Um olá a todos os que estão por aí desse lado do ecrã. Esta é a primeira mensagem que coloco neste blog que espero que gostem. Mas também podem odiar, estão à vontade.

Como, calculo, convém escrever algumas palavras sobre o porquê e para quê deste blog, aqui ficam os escritos para os anais da história (pelo menos desta):

- Porquê? Porque sou designer e melómano; porque ambos estes mundos (Design e Música) se tocam, para mim; porque não encontro muitos blogs de design portugueses para portugueses; porque não encontro muitos blogs portugueses que misturem declaradamente estes dois mundos; porque vou tendo algumas ideias para bolsar e todo louco tem direito a partilhá-las; porque sou fascinado pela partilha e pelo mundo criativo, sendo que ambos não andam muitas vezes de mãos dadas aqui por cá.

- Para quê? Para partilhar; para ouvir; para ler; para espalhar a palavra sobre Design; para espalhar a palavra sobre Música; para simplesmente, escrever...

Abertas as "hostilidades", "let's get ready to ruuuuuuumble"...
"Graphic design will save the world, right after rock and roll does."